Iluminações de Natal

Dez 19

As iluminações de natal têm sido um dos assuntos que mais controvérsia tem gerado nas últimas semanas. Com o aproximar do Natal de 2010, muitas Câmaras Municipais optaram por não colocar luzes de natal nas suas cidades e nas suas freguesias. As justificações dadas foram, como é óbvio, a poupança de dinheiro.

Pois eu, sou contra esta decisão. As luzes de natal fazem parte da tradição e do imaginário das pessoas. Quebrar tradições como estas é tirar uma percentagem do natal às crianças e aos jovens, que mais apreciam estas iluminações. Tirar as iluminações de natal é deixar morrer uma cidade, é deixar morrer a economia local.

Ainda hoje de tarde passeava com um amigo meu em Almeirim, onde ambos pudemos reparar que o comércio local estava simplesmente às moscas. Bem sabemos que era Domingo de tarde, dia de descanso, mas nem cafés nem outros estabelecimentos habitualmente abertos ao Domingo hoje estavam disponíveis ao público. Porque é que estariam fechados? Porque não geram lucro aos proprietários estarem aberto ao Domingo. E porque é que não geram lucros? Porque não há incentivos, porque as estruturas locais não criam formas de dinamizar o comérico e os estabelecimentos de consumo.

Posto isto, será que as luzes de natal permitem alguma poupança? Permitem certamente, agora será que essa poupança vale mais do que o encerramento do comércio local, do que a desertificação dos centros históricos, certamente que não.

O dinheiro gasto nas luzes de natal não é apenas dinheiro gasto em electricidade, é dinheiro gasto na dinamização do comércio local, é dinheiro gasto no incentivo à economia local e é dinheiro gasto da dinamização dos importantes centros históricos dos municipios.

Mas, infelizmente, as vontades e as tradições já não são o que eram…

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Livro – Anatomia de um Regicidio

Dez 15

Terminei de ler o livro «Anatomia de um Regicídio» de José Ramos Perfeito, editado pela Guerra e Paz. Esta obra, é um romance ficcionado do importante acontecimento histórico que foi o regicídio do rei D.Carlos e do seu filho D. Luis Filipe. Adquiri este livro, aquando da minha visita à exposição da Cordoaria Nacional intitulada: Viva a Republica – 100 Anos da Republica.

Esta obra, está longe de ser um livro de referência, no entanto, é um livro que merece uma leitura atenta de todos aqueles que se interessam pela história de Portugal e principalmente dos jovens, isto porque, Ramos Perfeito, conta de uma maneira muito simples, adaptada a todas as idades, a história do Regicídio de  1908.

O livro começa com a descrição do crime do Terreiro do Paço, recuando depois uns meses atrás, onde o autor descreve toda a preparação do regicídio, levando a uma teoria que eu confesso desconhecer, que é a do facto da Carbonária, e daquele grupo especifico de revolucionários pretenderem matar João Franco e não D.Carlos. Este facto acabou por tornar a história mais interesse ainda, do meu ponto de vista.

Na globalidade, é uma obra que recomendo a leitura a todos, às grandes massas, porque de uma forma simples poderão ficar a conhecer com factualidade este importante acontecimento da nossa história.

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Ainda Sá Carneiro e o Caso Camarate

Dez 05

Devido à minha onda de curiosidade pelo caso Camarate, procurei nos últimos dias mais documentos históricos para que pudesse ficar mais esclarecido sobre este misterioso caso politico e criminal Português.

Assisti na passada Sexta-Feira a uma conferência organizada pelo Instituto Sá Carneiro e Instituto Amaro da Costa muito interessante. Nesta conferência um militante do CDS falou acerca de Sá Carneiro e um militante do PSD dissertou acerca de Adelino Amaro da Costa. A verdade é que em ambos os dissertadores apoiaram e incentivaram uma nova Aliança Democrática, como melhor forma de resolver os problemas do país e de relembrar os 30 anos da morte de Sá Carneiro. Os presidentes dos dois partidos envolvidos, Paulo Portas e Passos Coelho não fecharam totalmente a porta a uma ideia como estas. Será algo a acompanhar no futuro.

Regressando ao tema original do meu texto, em boa verdade a única conclusão que podemos retirar deste caso é que há muita história mal contada e muita história por contar.

Ao ler o livro de Diogo Freitas do Amaral – Camarate Um Caso Ainda em Aberto, pude perceber que várias entidades procuraram não esclarecer diversas questões colocadas por diversas pessoas e algumas de muita importância.

Destaco por exemplo a suspeita de José Esteves não ter sido investigada, ou do famoso Lee Rodrigues, intitulado pela Scotland Yard como um «indivíduo perigoso e habituado a manusear explosivos» ter sido “desculpado” pela PJ sem grandes investigações.

Descobri também, algo que ainda desconhecia, o facto de Amaro da Costa denunciar o tráfico de armas para o Irão. Ou seja, terá sido Amaro da Costa alvo de um atentado? Terá Sá Carneiro sido morto por engano?

São perguntas hás quais não estou habilitado a responder. Por não conhecer todo o processo e por não conhecer todas as conclusões. Mas, como tem sido óbvio nos meus textos, inclino-me mais para a hipótese de um atentado, e cada vez mais defendo esta teoria, depois de saber a inércia de diversas entidades/pessoas e de várias suspeitas que ficaram por confirmar ou que foram mal confirmadas.

Uma coisa vos garanto, irei continuar a procurar cada vez mais informação, tendo já uma lista de obras que irão merecer a minha leitura. Tudo isto por Sá Carneiro, pelo seu génio, pela sua obra e pela sua coragem!

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Sá Carneiro

Dez 01

No âmbito da efeméride dos 30 anos da morte de Francisco Sá Carneiro, tenho dedicado umas horas a ler a história da vida do fundador do Partido Social Democrata. Entre os inúmeros documentos, li o livro de Maria João Avillez, intitulado Sá Carneiro – Solidão e Poder e vi também um belíssimo documentário da RTP, de seu nome A Força de Viver.

Não tendo eu ainda nascido no auge do tempo de Sá Carneiro, pude através destes livros perceber que o fundador do PSD era sem duvida um Social Democrata convicto, capaz de ir até ao fim pelas suas posições, fosse contra quem fosse. O oposto dos dias de hoje, como podemos ver. Sá Carneiro tinha uma visão politica extremamente fiável, percebendo com muito tempo de antecedência o que se iria passar no panorama politico Português e Europeu.

Mas o que mais me fascina em Sá Carneiro é a sua força de vontade. Se ele pretendia seguir com uma ideia até ao fim, seguia, sem medo, sem se preocupar com o pensariam os colegas, os amigos e/ou a familia. Nos dias de hoje alguma vez veríamos Passo Coelho a reprovar o Orçamento (Apesar de eu ser seu apoiante)? Obviamente que não, nunca o deixariam,  mas Sá Carneiro faria isso, sem medo, se essa era a sua ideia, ele seguia até ao fim. Mas não se pense que Sá Carneiro não pensava nas consequências. Errado, o fundador do PSD pensava em tudo, até ao mais infimo pormenor e chegava sempre a uma conclusão que estaria de acordo com a sua consciência.

Mudando um pouco de assunto, apesar de eu ser um patriota, irei ter de usar a famosa expressão: «Isto só em Portugal..». Se faz algum sentido numa noite morrer o Primeiro-Ministro de Portugal e o Ministro da Defesa, e as conclusões dos inumeros processos serem…nenhumas. Deixa-se morrer uma das maiores figuras do estado sem descobrir se foi acidente ou atentado? Andará o assassino ainda aí a solta a rir-se de tudo isto? Só pode, quando se fazem 8 comissões de inquérito e umas dizem atentado, outras dizem acidente e outras ainda dizem inconclusivo. Irrita-me!

No entanto, nos dias de hoje é a memória de Sá Carneiro que deve ser preservada, é as lutas travadas por Sá Carneiro que os Sociais Democratas se deverão lembrar. Sá Carneiro representa o PSD e é por ele que todos os militantes e simpatizantes do partido deverão acreditar na Social Democracia e no PSD. É por Sá Carneiro!

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