Geração à Rasca – Isto Sim é Empreendedorismo

Mar 13

Decorreu ontem numa série de cidades pelo país a manifestação da Geração à rasca, lançada por um conjunto de jovens desempregados ou precários há uma série de anos. Criada e promovida na internet, principalmente através do Facebook, e tendo recebido o apradinhamento da comunicação social e de uma série de personalidades, entre as quais, de destacar os Homens da Luta (que estão agora muito em voga), esta manifestação estava envolta em indecisão. Iriam aparecer realmente tantas pessoas como as que confirmaram no Facebook? Iria a manifestação ser pacifica? Iriam os partidos distanciar-se desta “manif”?

A manifestação acabou por correr muito acima das expectativas, pelo menos das minhas. Cerca de 200 mil pessoas em Lisboa e 80 mil no Porto, fizeram desta uma das maiores “manifs” algumas vez realizadas em Portugal. Os jovens fizeram sem dúvida este país ter orgulho. Longe das máquinas do Partido Comunista, esta manifestação fez-se com os jovens, com os verdadeiros desempregrados e precários. Com os não-militantes e militantes de vários partidos, e foi pacifica.

Foi uma manifestação que irá sem dúvida ficar na história, pelo método de organização, pela capacidade empreendedora dos jovens que tomaram esta iniciativa, e que daqui devem sair orgulhosos, depois de por todo o país terem juntado mais de 300 mil jovens e adultos descontentes com as politicas empregadoras impostas por este Governo.

Da minha parte, só posso desejar que estes jovens empreendedores vejam a sua iniciativa dar alguns resultados, na esperança de que certamente alguém irá olhar para o trabalho da juventude Portuguesa, visto que eu, enquanto estudante do Ensino Secundário, espero não entrar no mercado de trabalho…à rasca!

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Confissões de José António Saraiva

Mar 10

Li há algumas semanas o livro Confissões da autoria de José António Saraiva, ex-director do Expresso e actual director e fundador do Sol. Editado pela Oficina do Livro, este diário de José António Saraiva conta os últimos dias no Expresso e como foi a fundação do jornal Sol em contexto de crise.

Não é um livro que agrade ao main stream Português, sem dúvida, é um livro que agrada a quem se interessa pelos meandros da politica e da comunicação social. É um livro que conta como se fazem negócios, como se têm e como se implatam ideias num jornal do calibre do Expresso.

Tem um pouco de falta de modéstia por parte da José António Saraiva, mas compreensivel, ora não fosse este livro para explicar como se deu a sua saida do Expresso após mais de duas décadas de liderança…e com resultados.

É um livro que se lê bem, mas tal como disse, que não agradará certamente a todos. Ao José António Saraiva resta-me apenas desejar-lhe felicidades, num projecto em que ele acreditou e que fundou, concorde ou não com o estatuto editorial do Sol, é um projecto que merece o nosso respeito, por ter sido criado numa altura particularmente difícil e tendo como concorrente O Expresso.

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