Se isto Não é Solução, Então Qual Será?
Out 18
Sempre fui um defensor das edições digitais pagas dos jornais. Exemplos como têm sido o do Público são para mim a solução do jornalismo no futuro a médio/longo-prazo, embora essa não pareça ser a opinião da maioria dos entendidos no tema. Eu defendo que o conteúdo deve ser pago, os jornalistas e os jornais não trabalham e produzem de borla, e embora conteúdo gratuito exista em grande demasia na web, as pessoas têm de saber que conteúdo de qualidade merece ser pago.
Casos como o The New York Times também não deram certo e muito sinceramente acabo por ficar sem argumentos e sem razões para continuar a querer apostar num projecto baseado em conteúdo pago na web. Há um mês atrás saíram os primeiros números no que toca a assinaturas digitais dos jornais e revistas Portuguesas. Os números são francamente reveladores do fracasso que tem tido este sistema em Portugal.
Os números são então os seguintes:
2190 – Expresso
1032 – jornal I
860 – Visão
834 – Público
87 – Diário de Notícias
80 – Diário Económico
65 – Jornal de Notícias
43 – O Jogo
37 – Record
24 – Jornal de Negócios
(Ler mais: http://ciberjornalismo.com/pontomedia/?p=6843#ixzz1bAu2PaaT)
Estes números revelam que apenas uma muito curta percentagem da população que lê jornais aposta na compra/assinatura de jornais através da web, havendo casos muito irrisórios mesmo como o do Record ou do Jornal de Negócios. Mesmo o Público que têm feito uma forte aposta neste segmente tem números muito pequenos para aquilo que tem sido a sua insistência neste modelo de negócio.
Se o conteúdo pago na web não é então um modelo de negócio viável e que garanta o futuro dos jornais, qual será então o modelo que poderá ser aplicado para que a longo prazo os jornais se mantenham vivos, rentáveis e que continue a haver jornalismo em Portugal que se consiga auto-sustentar e ser interessante para futuros investidores? Fica a pergunta, para uma difícil resposta.

